O Natal e o Cristianismo

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Todo o ano, com a chegada do Natal, a polêmica se reacende. O cristão pode ou não comemorar o Natal? Muitas Igrejas e seitas que professam a Cristo são enfáticas em dizer que não, pois consideram o Natal como uma festa pagã.

Isto é contrastante com tanto outros irmãos cristãos que celebram o Natal como um dia especial de adoração a Deus e celebração pelo nascimento de Jesus Cristo para o cumprimento do plano redentivo. Se comemoramos a Páscoa, a morte e ressureição de Cristo, a consumação do plano redentivo, porque não comemorar a vinda do Messias e o seu nascimento como homem?
Para ler mais sobre a Páscoa, sugiro os seguintes artigos publicados anteriormente no blog:
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Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro

Outro argumento forte, contra a comemoração do Natal é que a Bíblia não cita a data exata dos nascimento de Jesus e também nenhum historiador conseguiu datar exatamente este acontecimento. Mas este detalhe não deve invalidar a comemoração, afinal a intenção ao comemorar o Natal é celebração a Cristo, se esta data foi estipulada, devemos comemorar.

Muitas pessoas comemoram o seu aniversário em datas diferentes da original e isto nunca invalida a festa (Bailes de debutantes, por exemplo).

Papai Noel: o bom velhinho?


Aqui acho que todo mundo (cristão) concorda. Ou pelo menos deveria. Ao perguntar ao qualquer criança pequena, não instruída pelos pais, sobre o símbolo do Natal, a maioria delas cita o Papai Noel. É ele que sabe de tudo e trás os presentes certos, colocando-os embaixo da árvore na véspera do Natal.

Mas quando elas descobrem que o Papai Noel não existe, podem até mesmo perder a confiança em seus pais, que mentiram durante tanto tempo para ela.

É importante também ensinar a criança que o único Onipotente e Onisciente é o nosso Deus, nosso Pai Celestial. Nenhum outro ser possui estes atributos. Papai Noel é um ser místico, criado para ludibriar a mente de nossas crianças (e alguns adultos), tirando o foco do verdadeiro sentido do Natal.

Você pode ensinar as crianças dizendo que enquanto o Papai Noel é um mito, um faz de conta, Deus e Jesus não são. As coisas que as pessoas dizem que foi o Papai Noel que trouxe na verdade foram compradas ou feitas pelos pais, mas Jesus pode dar coisas que ninguém mais pode.

Tire o Papai Noel do Natal e você continua tendo o Natal. Tire Jesus Cristo e você tem uma festa pagã.

Árvores de Natal

Não se sabe ao certo, quando se deu o surgimento da tradição da decoração de árvores associadas ao Natal.

É interessante o histórico encontrado na Wikipédia:
Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático no terceiro milênio antes de Cristo já consideravam as árvores como um símbolo divino. Eles as cultivam e realizavam festivais em seu favor. Essas crenças ligavam as árvores a entidades mitológicas. Sua projeção vertical desde as raízes fincadas no solo, marcava a simbólica aliança entre os céus e a mãe terra.
Na Assíria a deusa Semíramis havia feito uma promessa aos assírios, de que quem montasse uma árvore com enfeites e presentes em casa no dia do nascimento dela, ela iria abençoar aquela casa para sempre.
Os germânicos colocavam presente para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin.
Nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os enfeitavam de forma muito semelhante ao que faz nas atuais árvores de Natal. Essa tradição passou aos povos Germânicos. A primeira árvore de Natal foi decorada em Riga, na Letónia, em 1510.
No início do século XVIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com essa crença pagã que havia na Turíngia, para onde fora como missionário. Com um machado cortou um pinheiro sagrado que os locais adoravam no alto de um monte. Como teve insucesso na erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus. Nascia aí a Árvore de Natal.
Acredita-se também que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.
Há outras versões, porém, a moderna árvore de Natal teria realmente surgido na Alemanha entre os séculos XVI e XVIII. Não se sabe exatamente em qual cidade ela tenha surgido. Durante o século XIX a prática foi levada para outros países europeus e para os Estados Unidos. Apenas no século XX essa tradição chegou à América Latina.
Não podemos negar que a tradição da Árvore de Natal, tem sua origem no paganismo e não vemos nenhuma referência a ela na Bíblia. Mas podemos adaptar e usar a árvore de Natal como um instrumento para o evangelismo? E se ao invés de usarmos itens decorativos que remetem ao Papai Noel e símbolos pagãos, usarmos itens que remetam a Jesus, o plano redentivo, nossa adoração e ações de graças ao nosso Deus? É válido?

Acredito que sim e é isto que fazemos em nossa casa. Com certeza as pessoas ficam curiosas ao ver uma árvore de Natal decorada com itens diferentes dos usuais. E a curiosidade é uma brecha importante para o evangelismo.

O verdadeiro significado do Natal

Cada cristão deve ensinar e praticar em casa, o verdadeiro significado do Natal. Indiferente de datas corretas ou não, comemorar o fato do nosso Salvador ter vindo a este mundo como homem, nascendo em um lugar simples e sem luxo. Ele quer nos ensinar e presentear com tantas coisas. 

E o maior presente que podemos dar a Ele é entregar a nossa vida de forma integral. Seguindo os seus ensinamentos. Amando a Ele sobre todas as coisas, amando ao nosso próximo como a nós mesmos e pregando esse evangelho a toda as criaturas.

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